É raro conseguir 'encontrar' alguém, que não se sabe nem mesmo o nome, na internet, ainda mais, numa rede social onde há milhares de pessoas, de todos os lugares possíveis e imagináveis, conectadas. Mas foi exatamente isso o que Missy tentou fazer naquela tarde monótona de segunda-feira. Naquele retiro, além das pessoas que ela havia conhecido, havia um rapaz que lhe chamou muito a atenção, mas as únicas coisas que ela sabia sobre aquele lindo 'par de olhos azuis' era que ele morava na Flórida, na parte Sul dos Estados Unidos, que eles gostavam de uma banda em comum e que ele não era nenhuma miragem ou uma criação de sua mente. Ele era, aparentemente, a soma de 'tudo de bom e mais um pouco'.

Procurou, procurou e procurou. Digitou inumeras 'palvras chaves'. Visitou algumas comunidades, alguns perfils e durante essa busca, encontrou duas pessoas especiais: um rapaz chamado Charlie, de Washington, D.C-Capital dos EUA, e outro, que, assim como o 'par de olhos azuis', também era da Flórida, chamado Thomas. Thomas Fletcher, tão lindo quanto aquele que ela procurava. Mas não era ele, então, vendo que aquilo tudo era loucura, deixou de lado.
No mesmo dia, Charlie a adicionou. Ele lhe pareceu ser alguém extremamente simpático e extrovertido, tratou-a super bem, com muito carinho, logo de cara, e isso, no começo a assustou um pouco, mas, logo foi se acostumando. Sentiu um leve pesar por só estar "conhecendo-o" agora e não ter "trombado" com ele naquele retiro. Foi surpreendida no dia seguinte, ao ver que Thomas havia a adicionado também, no fundo, era o que ela realmente queria. Passou então a manter um "relacionamento virtual" diário com ambos. Charlie tornou-se um grande amigo, um irmão, alguém por quem Missy sentia um enorme carinho e uma vontade de tê-lo morando ao seu lado. Enquanto com Tom, as coisas eram um tanto diferentes, ela também havia criado um grande carinho por ele, mas era mais, era algo especial, estranhamente bom e ao mesmo tempo, sem cabimento algum. E, como não acontecia a tempos, Missy voltou a sentir borboletas invadirem seu estomago-isso ocorria toda vez que falava com ele. Estava radiante, pela primeira vez, depois de muito custo, ela pode sentir seu coração bater mais forte por alguém, e o melhor de tudo: dessa vez não era por Matt. Thomas era, aparentemente, diferente de todos os garotos que ela já havia conhecido, além de ser dotado de uma beleza física fora do comum -olhos super azuis, dentes perfeitos, sorriso lindo, cabelos lisos e loiros, alto, porte físico definido-, tinha o dom de cantar (e encantar) -dono de uma voz extremamente doce, suave, afinada e encantadora-, completamente ligado a sua família e o melhor de tudo: era cristão. Uma das únicas coisas que ainda mantinham Missy com os pés no chão era o problema da distância e o fato de que ele nem fazia ideia do sentimento que estava despertando nela. Mas, logo, isso deixou de ser um "problema", Missy também havia conquistado Tom de maneira inexplicável e a distância passou a ser um pequeno detalhe.

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